Confira a lista dos pré-candidatos à eleição presidencial

Pelo menos 14 nomes j√° se colocaram publicamente na disputa √† elei√ß√£o presidencial do Brasil neste ano. Mais uma pr√©-candidatura deve ser oficializada nas pr√≥ximas semanas, a do PSB, e outros dois grandes partidos, PT e MDB, ainda n√£o definiram seus quadros, apesar de prometerem apresentar um candidato nos pr√≥ximos meses aos eleitores. 

Dentre os concorrentes ao pleito, h√° ex-presidentes, senadores, deputados, ex-ministros e at√© um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. e acordo com a legisla√ß√£o, os partidos pol√≠ticos devem promover conven√ß√Ķes nacionais com seus filiados entre 20 de julho e 5 de agosto para que oficializem as candidaturas. A data final para registro das candidaturas pelos partidos pol√≠ticos na  Justi√ßa Eleitoral √© 15 de agosto. 

 

√Ālvaro Dias - Podemos 

O senador √Ālvaro Dias ser√° o candidato do Podemos. Eleito senador em 2014, pelo PSDB, √Ālvaro Dias migrou para o PV e, em julho do ano passado, buscou o Podemos, antigo PTN. Com a candidatura do senador, a legenda quer imprimir a bandeira da renova√ß√£o da pol√≠tica e da participa√ß√£o direta do povo nas decis√Ķes do pa√≠s por meio de plataformas digitais. 

‚ÄúN√≥s temos que rediscutir a representa√ß√£o parlamentar. N√£o somos senadores demais, deputados e vereadores demais? Est√° na hora de reduzirmos o tamanho do Legislativo no pa√≠s, tornando-o mais enxuto, econ√īmico, √°gil e competente‚ÄĚ, afirmou Dias, em entrevista concedida esta semana no Congresso Nacional. 

O pol√≠tico, de 73 anos, est√° no quarto mandato de senador. De 1987 a 1991, foi governador do Paran√°, √† √©poca pelo PMDB. Na d√©cada de 1970, foi deputado federal por tr√™s legislaturas e, antes, foi vereador de Londrina (PR) e deputado estadual no Paran√°. √Ālvaro Dias √© formado em Hist√≥ria. 

 

Ciro Gomes - PDT 

Pela terceira vez concorrendo ao posto mais alto do Executivo, o ex-governador do Cear√° Ciro Gomes vai representar o PDT na disputa presidencial. Ao anunciar o seu nome como pr√©-candidato na √ļltima quinta-feira (8), o pedetista adotou um discurso contra as desigualdades e propondo um ‚Äúprojeto de desenvolvimento‚ÄĚ para o pa√≠s. 

‚ÄúN√£o d√° para falar s√©rio em educa√ß√£o que emancipe, n√£o d√° para falar s√©rio em seguran√ßa que proteja e restaure a paz da fam√≠lia brasileira sem ter compromisso s√©rio para dizer de onde vem o dinheiro‚ÄĚ, disse, no ato de lan√ßamento da pr√©-candidatura. 

Ciro Ferreira Gomes tem 60 anos e é formado em Direito. Ele foi governador do Ceará por dois mandatos, ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco e da Integração Nacional no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, ocupou a prefeitura de Fortaleza e o cargo de deputado estadual. Em 1998 e 2002, ele foi candidato à Presidência, tendo ficado em terceiro e quarto colocado, respectivamente.

  

Fernando Collor - PTC 

O senador e ex-presidente da Rep√ļblica Fernando Collor vai concorrer pelo PTC. Ele foi presidente da Rep√ļblica entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment e foi substitu√≠do pelo ent√£o vice-presidente Itamar Franco. Foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto ap√≥s o regime militar (1964-1985). 

Depois de ter os direitos pol√≠ticos cassados, ele se candidatou ao Senado em 2006, tendo sido eleito, e reconduzido ao cargo em 2014. Antes de ocupar a Presid√™ncia, o jornalista e bacharel em Ci√™ncias Econ√īmicas, formado pela Universidade Federal de Alagoas, foi governador de Alagoas (1986) e deputado federal (1982). 

Em discurso em fevereiro na tribuna do Senado, Fernando Collor de Mello disse que sua pr√©-candidatura √© a retomada de uma miss√£o pelo pa√≠s. E afirmou que pretende alavancar novamente o pa√≠s, mediante um novo acordo com a sociedade. ‚ÄúIsso s√≥ ser√° poss√≠vel com planejamento e com s√≥lido programa social que seja tecnicamente recomend√°vel, politicamente vi√°vel e socialmente aceito‚ÄĚ, destacou. 

 

Geraldo Alckmin - PSDB 

Ap√≥s a desist√™ncia de outros quadros da sigla, o PSDB oficializou, no √ļltimo dia 20, a pr√©-candidatura do governador de S√£o Paulo, Geraldo Alckmin. Esta ser√° a segunda vez que ele disputar√° a vaga. Em dezembro do ano passado, em uma movimenta√ß√£o para unir os demais quadros tucanos em torno de sua candidatura, Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB. 

Na entrevista coletiva em que anunciou a pr√©-candidatura, Alckmin afirmou que ir√° destravar a economia e colocou como prioridades a desburocratiza√ß√£o, uma reforma tribut√°ria, retomar a agenda da reforma da Previd√™ncia e reduzir os juros. 

Geraldo Alckmin tem 65 anos, √© formado em medicina e √© um quadro hist√≥rico do PSDB em S√£o Paulo. Ele come√ßou a carreira como vereador em Pindamonhangaba, no interior do estado. Foi prefeito da cidade, deputado estadual e deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte. Vice-governador de 1995 a 2001, ele assumiu a administra√ß√£o paulista ap√≥s a morte de M√°rio Covas, sendo reeleito em 2002. Disputou o Planalto em 2006, quando foi derrotado pelo ex-presidente Luiz In√°cio Lula da Silva no 2¬ļ turno. Eleito em 2010 para mais um mandato √† frente do governo de S√£o Paulo, Alckmin foi reeleito em 2014.

 

 Guilherme Boulos - PSOL 

Depois de uma consulta interna que contou com outros tr√™s nomes, o PSOL decidiu lan√ßar a pr√©-candidatura de Guilherme Boulos, l√≠der do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), ap√≥s ele se filiar √† sigla no in√≠cio do m√™s de mar√ßo. Repetindo a estrat√©gia das √ļltimas elei√ß√Ķes de apresentar uma op√ß√£o mais √† esquerda que os demais partidos, o PSOL participar√° com candidato pr√≥prio √† corrida presidencial, que em 2010 e 2014 teve os nomes de Pl√≠nio de Arruda Sampaio e Luciana Genro na disputa. 

Segundo Boulos, √© preciso levar a indigna√ß√£o dos cidad√£os para dentro da pol√≠tica. Como bandeiras de campanha, ele elencou o combate aos privil√©gios do ‚Äúandar de cima‚ÄĚ da economia e a promo√ß√£o de plebiscitos e referendos de consulta √† popula√ß√£o sobre temas fundamentais. ‚ÄúN√≥s queremos disputar o projeto de pa√≠s. N√£o teremos uma candidatura apenas para demarcar espa√ßo dentro da esquerda brasileira. Vamos apresentar uma alternativa real de projeto para o Brasil‚ÄĚ, afirmou. 

Um dos l√≠deres do movimento pelo direito √† moradia no Brasil, Boulos ficou conhecido nacionalmente ap√≥s as mobiliza√ß√Ķes contra a realiza√ß√£o da Copa do Mundo no pa√≠s, em 2014. Como lideran√ßa do MTST, ele organizou a ocupa√ß√£o de √°reas urbanas, em especial no estado de S√£o Paulo. Formado em Filosofia e Psicologia, Boulos tem 35 anos.

 

 Jair Bolsonaro - PSL 

Deputado federal na s√©tima legislatura, Bolsonaro se filiou ao PSL na √ļltima quarta-feira (7). Considerado pol√™mico por suas bandeiras, Jair Bolsonaro defende a amplia√ß√£o do acesso a armas e um Estado crist√£o, al√©m de criticar modelos de fam√≠lia, segundo ele, "n√£o tradicionais‚ÄĚ, como casamento homossexual.

‚ÄúN√≥s temos prop√≥sitos, projeto e tudo para come√ßar a mudar o Brasil. N√≥s somos de direita, respeitamos a fam√≠lia brasileira. Est√° na Constitui√ß√£o que o casamento √© entre homem e mulher e ponto final.  Esse pessoal √© o atraso, uma comprova√ß√£o de que eles n√£o t√™m propostas e que a igualdade que eles pregam √© na mis√©ria‚ÄĚ, afirmou, durante o ato de filia√ß√£o ao PSL. De acordo com o partido, ainda n√£o h√° uma data de lan√ßamento oficial da pr√©-candidatura. 

Nascido em Campinas, Jair Messias Bolsonaro tem 62 anos. Ele √© formado em Educa√ß√£o F√≠sica e militar de carreira. Ele foi para a reserva das For√ßas Armadas em 1988, ap√≥s se envolver em atos de indisciplina e ser eleito vereador pelo Rio de Janeiro. Desde 1991, assumiu uma cadeira na C√Ęmara dos Deputados. Foi eleito deputado em 2014 pelo PP, mas migrou para o PSC. 

 

Jo√£o Amo√™do - Novo 

Com 55 anos, Jo√£o Amo√™do √© o candidato pelo partido Novo, que ajudou a fundar. Formado em engenharia e administra√ß√£o de empresas, fez carreira como executivo do mercado financeiro. Amo√™do foi um dos fundadores do Partido Novo, que teve seu registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015. A disputa presidencial em 2018 ser√° a primeira experi√™ncia pol√≠tica dele. 

Entre as principais bandeiras de Amo√™do, assim como do Partido Novo, est√£o a maior autonomia e liberdade do indiv√≠duo, a redu√ß√£o das √°reas de atua√ß√£o do Estado, a diminui√ß√£o da carga tribut√°ria e a melhoria na qualidade dos servi√ßos essenciais, como sa√ļde, seguran√ßa e educa√ß√£o. "√Č f√°cil acabar com a desigualdade, basta tornar todo mundo pobre. Ao combater a desigualdade voc√™ n√£o est√° preocupado em criar riqueza e crescer, voc√™ s√≥ est√° preocupado em tornar todo mundo igual. O importante √© acabar com a pobreza e concentrar na educa√ß√£o b√°sica de qualidade para todos", diz o candidato em sua p√°gina oficial na internet. 

 

Jos√© Maria Eymael - PSDC 

 J√° o PSDC confirmou no √ļltimo dia 15 de mar√ßo a pr√©-candidatura do seu presidente nacional, Jos√© Maria Eymael, que vai concorrer pela quinta vez. Al√©m de fundador do PSDC, Jos√© Maria Eymael √© advogado e nasceu em Porto Alegre. Sua trajet√≥ria pol√≠tica come√ßou na capital ga√ļcha, onde foi um dos l√≠deres da Juventude Oper√°ria Cat√≥lica. Em 1962, filiou-se ao Partido Democrata Crist√£o (PDC) e atuou como l√≠der jovem do partido. 

Em 1986, foi eleito deputado federal por S√£o Paulo. Em 1990, conquistou o segundo mandato na C√Ęmara dos Deputados. Como parlamentar federal, Eymael defendeu a manuten√ß√£o da palavra Deus no pre√Ęmbulo da atual Constitui√ß√£o Federal durante a Assembleia Constituinte, considerado um marco em sua trajet√≥ria pol√≠tica. 

 

Levy Fidelix - PRTB 

Outro candidato recorrente ao pleito √© o jornalista e publicit√°rio Levy Fidelix, representando o partido do qual √© fundador: PRTB. Abordando temas em defesa da fam√≠lia e dos ‚Äúbons costumes‚ÄĚ, ele buscar√° aproveitar o momento de insatisfa√ß√£o dos brasileiros com a corrup√ß√£o para se dizer um candidato ‚Äúficha limpa‚ÄĚ. Fidelix concorreu ao cargo nas elei√ß√Ķes de 2014, 2010 e de 1994. 

Antes de criar o PRTB, Fidelix participou da funda√ß√£o do Partido Liberal (PL), em 1986, quando se lan√ßou na carreira pol√≠tica e disputou uma vaga na C√Ęmara dos Deputados pelo estado de S√£o Paulo. Depois, migrou para o Partido Trabalhista Renovador (PTR), quando tamb√©m concorreu a um mandato de deputado federal, no in√≠cio dos anos 90. Apresentador de televis√£o, professor universit√°rio e publicit√°rio, Fidelix j√° concorreu tr√™s vezes √† prefeitura da capital paulista e duas vezes ao governo do estado. 

 

Manuela D‚Äô√Āvila - PCdoB 

A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D'√Āvila, ser√° a candidata pelo PCdoB. A ex-deputada federal, por dois mandatos, teve a pr√©-candidatura lan√ßada pelo partido comunista em novembro do ano passado. Esta √© a primeira vez que o PCdoB lan√ßar√° candidato pr√≥prio desde a redemocratiza√ß√£o de 1988. Um dos motes da campanha ser√° o combate √† crise e √† ‚Äúruptura democr√°tica‚ÄĚ que, segundo a legenda, o pa√≠s vive. 

‚ÄúTrata-se de uma pr√©-candidatura que tem como algumas de suas linhas program√°ticas mais gerais a retomada do crescimento econ√īmico e da industrializa√ß√£o; a defesa e amplia√ß√£o dos direitos do povo, t√£o atacados pelo atual governo; a reforma do Estado, de forma a torn√°-lo mais democr√°tico e capaz de induzir o desenvolvimento com distribui√ß√£o de renda e valoriza√ß√£o do trabalho‚ÄĚ, escreveu a presidente nacional do partido, Luciana Santos, ao lan√ßar a candidatura de Manuela D'√Āvila. 

Manuela D'√Āvila tem 37 anos e √© formada em jornalismo. Ela √© filiada ao PCdoB desde 2001, quando ainda era do movimento estudantil. Em 2004, foi eleita a vereadora mais jovem de Porto Alegre. Dois anos depois, se candidatou ao cargo de deputada federal pelo Rio Grande do Sul e se tornou a mais votada do estado. Em 2008 e 2012, disputou a prefeitura da capital ga√ļcha, mas ficou em terceiro e segundo lugar, respectivamente. Desde 2015, ocupa uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. 

 

Marina Silva ‚Äď Rede Sustentabilidade 

A ex-senadora Marina Silva vai disputar a Presid√™ncia pela terceira vez consecutiva. Integrante da sigla Rede Sustentabilidade, Marina tem como plataforma a defesa da √©tica, do meio ambiente e do desenvolvimento sustent√°vel. Ela √© cr√≠tica do mecanismo da reelei√ß√£o, que, segundo ela, se tornou um ‚Äúatraso‚ÄĚ no pa√≠s. ‚ÄúSou pr√©-candidata √† Presid√™ncia para unir os brasileiros a favor do Brasil. Os governantes precisam fazer o que √© melhor para o pa√≠s e n√£o o que √© melhor para se perpetuar no poder. Chega de pensar apenas em interesses pessoais e partid√°rios‚ÄĚ, escreveu recentemente em seu perfil do Facebook. 

Marina Silva militou ao lado do l√≠der ambientalista Chico Mendes na d√©cada de 1980. Filiada ao PT, ela foi eleita vereadora de Rio Branco e deputada estadual, antes de ocupar dois mandatos de senadora representando o Acre. Por cinco anos, foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula e se desfiliou do PT um ano ap√≥s deixar o cargo. Ela foi candidata ao Planalto em 2010 pelo PV e, em 2014, assumiu a candidatura do PSB √† Presid√™ncia ap√≥s a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. 

 

Paulo Rabello de Castro - PSC

At√© a semana passada no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ√īmico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello de Castro deixou o cargo para confirmar a disposi√ß√£o de disputar √† Presid√™ncia. Segundo o PSC, embora n√£o tenha promovido um ato de lan√ßamento, a legenda j√° trabalha com a pr√©-candidatura como oficial. Desde fevereiro, ele participa de eventos partid√°rios pelo pa√≠s junto ao presidente da sigla crist√£, Pastor Everaldo, que concorreu √† Presid√™ncia no pleito de 2014. 

As principais bandeiras do PSC s√£o contra a descriminaliza√ß√£o das drogas e a legaliza√ß√£o do aborto. ‚ÄúTemos uma sociedade cujos valores morais est√£o completamente invertidos. Onde a arma na m√£o do bandido √© uma arma livre, mas a arma na sua m√£o √© proibida. E eventualmente voc√™ vai preso por port√°-la. Quando o bom comportamento da fam√≠lia √© zombado pelas novelas pornogr√°ficas e toda pornografia √© enaltecida, como preservar a fam√≠lia nacional", disse, durante recente ato. 

Doutor em economia pela Universidade de Chicago, Paulo Rabello de Castro foi fundador da primeira empresa brasileira de classifica√ß√£o de riscos de cr√©dito, a SR Rating, criada em 1993. Autor de livros sobre a economia e a agricultura brasileiras, o pr√©-candidato foi presidente do Lide Economia, grupo de empres√°rios que t√™m em comum a defesa da livre iniciativa. Ele tamb√©m coordenou o movimento Brasil Eficiente. Em 2016, foi indicado para a presid√™ncia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE) e comandou a institui√ß√£o de pesquisa por onze meses, at√© assumir a presid√™ncia do BNDES, em maio do ano passado. 

 

Rodrigo Maia - DEM 

Presidente da C√Ęmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ) √© o pr√©-candidato pelo DEM. Maia tem buscado ser uma alternativa de centro e, em suas pr√≥prias palavras, ‚Äúsem radicalismos‚ÄĚ. Ele assumiu o comando da C√Ęmara ap√≥s a queda de Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso pela Opera√ß√£o Lava Jato, e ganhou mais protagonismo pol√≠tico pelo cargo que ocupa, j√° que √© o respons√°vel por definir a pauta de projetos importantes, como a reforma da Previd√™ncia. 

Segundo ele, a pauta da C√Ęmara n√£o ser√° prejudicada devido √† sua candidatura ao Planalto. ‚ÄúA gente tem responsabilidade com o Brasil, j√° deu demonstra√ß√Ķes disso. O projeto pol√≠tico do DEM √© leg√≠timo e √© feito em outro momento e local, n√£o tem problema nenhum disso‚ÄĚ, afirmou. 

Filho do ex-prefeito do Rio, C√©sar Maia, o pol√≠tico est√° no quinto mandato como deputado federal. Em 2007, assumiu a presid√™ncia nacional do DEM, ap√≥s a reformula√ß√£o do antigo PFL. Rodrigo Maia ingressou, mas n√£o chegou a concluir o curso de Economia. Foi secret√°rio de Governo do munic√≠pio do Rio de Janeiro no final da d√©cada de 1990, na gest√£o de Luiz Paulo Conde, que √† √©poca era aliado de C√©sar Maia. 

 

Vera L√ļcia - PSTU 

O PSTU, que nas √ļltimas vezes concorreu com o candidato Jos√© Maria de Almeida (Z√© Maria), lan√ßar√° uma chapa tendo a sindicalista Vera L√ļcia como candidata √† Presid√™ncia. Vera L√ļcia, 50 anos, foi militante no PT e integrante do grupo fundador do PSTU. O vice na chapa √© Hertz Dias, 47 anos, militante do movimento negro. 

 

MDB 

Com a promessa de, pela primeira vez depois de 24 anos, apresentar ao pa√≠s um candidato √† Presid√™ncia da Rep√ļblica, o MDB ainda n√£o definiu oficialmente como formar√° a chapa para a disputa. Nesta semana, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se filiou √† sigla. 

No entanto, ao deixar o comando do Minist√©rio da Fazenda na sexta-feira (6), Meirelles n√£o informou a qual cargo pretende concorrer. Mas √© cogitado como op√ß√£o ao lado do presidente Michel Temer. O presidente Michel Temer n√£o descartou a possibilidade de concorrer √† reelei√ß√£o. Nos √ļltimos meses, o partido tem feito movimentos de resgate √† hist√≥ria da legenda, que tem mais de 50 anos. Foi com esse intuito que mudou a sigla de PMDB para MDB. A decis√£o sobre a candidatura, por√©m, ainda n√£o est√° tomada. 

 

 PSB 

Ap√≥s a morte do ex-ministro e ent√£o presidente nacional do partido, Eduardo Campos, em plena campanha eleitoral de 2014, o PSB passou por dificuldades de identifica√ß√£o e falta de lideran√ßas nos √ļltimos anos. Nessa sexta-feira (6), por√©m, a sigla recebeu a filia√ß√£o do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e tem nele a grande aposta de participar do pleito deste ano. 

Como membro da Suprema Corte de 2003 a 2014, Joaquim Barbosa ganhou notoriedade durante o per√≠odo em que foi relator do processo do mensal√£o, que condenou pol√≠ticos de diversos partidos pela compra de apoio parlamentar nos primeiros anos de governo do PT. Antes, foi membro do Minist√©rio P√ļblico Federal, funcion√°rio do Minist√©rio da Sa√ļde e do Itamaraty. 

De acordo com o l√≠der do PSB na C√Ęmara, deputado J√ļlio Delgado (MG), que tem participado das conversas com Barbosa, o nome dele fica eleitoralmente viabilizado, embora ainda seja necess√°rio construir sua candidatura por todo o Brasil. ‚ÄúAo se filiar, at√© pela viabilidade que j√° mostra, eu acho que o nome dele j√° fica irrevers√≠vel. Acho que ele √© o candidato capaz de unir o Brasil, tranquilizar, trazer a dec√™ncia necess√°ria contra essa divis√£o de lados [que o pa√≠s vive]‚ÄĚ, disse √† Ag√™ncia Brasil. 

 

PT 

Depois de ganhar as √ļltimas quatro elei√ß√Ķes, o PT anunciou a pr√©-candidatura do ex-presidente Luiz In√°cio Lula da Silva, mas dificilmente conseguir√° lan√ß√°-lo √† disputa. Lula foi preso nesse s√°bado (7) para cumprimento da pena de 12 anos e 1 m√™s de pris√£o.

Ele foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4¬™ Regi√£o (TRF4) a 12 anos e um m√™s de pris√£o pelos crimes de corrup√ß√£o passiva e lavagem de dinheiro. Embora o cen√°rio seja desfavor√°vel, aliados defendem que Lula recorra ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em busca de uma autoriza√ß√£o para se candidatar, j√° que a Lei da Ficha Limpa prev√™ a impugna√ß√£o das candidaturas de pol√≠ticos condenados em segundo grau da Justi√ßa. 

Outros nomes cotados dentro do partido s√£o do ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o do ex-prefeito de S√£o Paulo, Fernando Haddad, al√©m de optar por apoiar a candidatura de outro partido da esquerda.
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