Taxa de juros de linha de crédito para micro e pequenas empresas é reduzida no ES

A taxa mínima de juros do Fundo Desenvolve Rio Doce, linha de crédito com recursos da Fundação Renova e gerida pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), foi reduzida de 0,79% para 0,59% ao mês. Esse fundo é destinado às micro e pequenas empresas localizadas nos 39 municípios da bacia do Rio Doce que foram afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, entre eles, quatro capixabas: Linhares, Colatina, Marilândia e Baixo Guandu.

A taxa é considerada uma das menores do mercado para linha voltada a capital de giro. O valor mínimo de contratação é de R$ 10 mil, e o máximo, R$ 200 mil. As empresas têm até 48 meses para pagar o financiamento, com até seis meses de carência para começar a quitar.

Com esses recursos para capital de giro, as empresas podem, por exemplo, adquirir insumos, honrar pagamentos dos funcionários, fazer pequenas reformas, comprar mobiliário, dentre outras melhorias para alavancar os negócios.

A linha foi lançada em outubro de 2017, fruto de uma parceria entre Fundação Renova, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Bandes, e tem o objetivo de promover o desenvolvimento nas áreas mais impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. Até o momento, foram desembolsados R$ 7,7 milhões pelo Bandes para mais de 353 empresas no Espírito Santo.

“A proposta estimula a saúde financeira do empresariado para que possa manter e gerar empregos, além do desenvolvimento dos negócios nesses municípios", afirma Paulo Rocha, líder de Economia e Inovação da Fundação Renova.

Para ter acesso aos financiamentos, os interessados devem procurar os consultores do banco, presentes nas agências Nossocrédito dos municípios afetados no Estado. Depois da prospecção, a próxima etapa é o cadastro. Com a documentação correta, o processo segue para análise e aprovação. Mais informações podem ser acessadas no site www.bandes.com.br.

 

 

Sobre a Fundação Renova

A Fundação é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar, com autonomia técnica, administrativa e financeira, os programas e ações de reparação e compensação socioeconômica e socioambiental para recuperar, remediar e reparar os impactos gerados a partir do rompimento da Barragem de Fundão, com transparência, legitimidade e senso de urgência.

A Fundação foi estabelecida por meio de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos (como Ibama, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Funai, Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros), em março de 2016.