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Mulheres conquistam autonomia e realização por meio da Inclusão Produtiva

A Inclusão Produtiva é um serviço da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) que oferece cursos, palestras, consultoria e acompanhamento financeiro e financiamento dos itens necessários para a abertura de uma microempresa

07/03/2020 08h08
Por: Redação ES 24 HORAS
Clébia Santos produz empadas para festas e também encomendas - Foto: Elizabeth Nader / PMV
Clébia Santos produz empadas para festas e também encomendas - Foto: Elizabeth Nader / PMV

Neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, três pequenas empreendedoras têm motivos de sobra para comemorar. Driely Passos, Clébia Santos e Fernanda de Oliveira percorreram caminhos parecidos: encontraram muitos obstáculos, persistiram e conquistaram autonomia financeira e realização profissional.

As três lembram, com gratidão, que um dia precisaram do benefício Bolsa Família. Atualmente, no entanto, têm como fonte de renda seus pequenos negócios. Em comum, elas tiveram, além da determinação, o apoio das equipes do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e a participação no Programa Família Cidadã (PFC), da Inclusão Produtiva de Vitória.

"A Inclusão Produtiva, para mim, foi um divisor de eras. Antes, levando o trabalho do meu jeito, eu só retirava R$ 200,00 por mês. Com o acompanhamento financeiro e as técnicas de gestão que eles ensinam, comecei a ver minha renda crescer”, conta Driely.

A Inclusão Produtiva – assim como o Cras – é um serviço da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) que oferece cursos e palestras e, por meio do PFC, consultoria e acompanhamento financeiro e financiamento dos itens necessários para a abertura de uma microempresa.

As três empreendedoras foram contempladas com o PFC e, com o sucesso de seus negócios, já foram desligadas do programa.

 

Do passatempo à empresa

Driely conta que começou a fazer enfeites para aniversários para obter uma renda extra. "Parecia um hobby, de tão pouco que ganhava", diz.

Ela lembra de uma encomenda de 100 sacolinhas de balas. "Combinei a R$ 200,00. Quando fui comprar o material, vi que meu custo seria de R$ 1,99 por sacola. Ou seja, trabalhei para ganhar R$ 1,00", diz, rindo dela mesma.

O Mundo de Papel Personalizados começou a virar empresa quando o marido de Driely ficou desempregado. O casal decidiu comprar a primeira máquina e aprender sobre gestão e finanças. "Aprendemos a separar o lucro do capital para reinvestimento, fazer planilha de gastos, tudo. Foi a empresa que segurou as contas daqui de casa até ele conseguir outro emprego", diz.

Atualmente, Dryely produz agendas e planners, cadernos personalizados para noivas ou gestantes e cadernos temáticos para viagens e profissões, por exemplo. Animados, eles estão construindo um novo cômodo na casa onde moram, em São Pedro, exclusivo para a papelaria.

 

Ao som da sanfona

Clébia trabalhou muitos anos em padarias, onde aprendeu várias receitas. Quando precisou sair do emprego, decidiu fazer bolos e vender pelas ruas. "Meu dia inteiro era fazendo bolo e saindo para vender. Era muito cansativo e nem sempre eu conseguia vender tudo", conta.

Foi então que procurou a Inclusão Produtiva e definiu sua linha de produção: empadas. Ela considerou a facilidade de congelar, estocar e transportar e também articulou diferentes tipos de venda: por encomenda, para festas ou para lanches. "A Inclusão Produtiva me ajudou até a avaliar a adequação do espaço para a manipulação de alimentos e a estrutura elétrica para os equipamentos", conta.

Por meio do PFC, ela adquiriu forno, freezer, batedeira, mesa e balança de precisão. Clébia alugou um ponto perto de casa, em Santa Martha, para vender as empadas no final da tarde e início da noite. No local, o marido, Jurandir João Dias, tocava sanfona para atrair a freguesia. Daí veio o nome da empresa: Empada Show!

"Com a venda das empadas, paguei todas as prestações do financiamento rapidinho”, conta.

Atualmente, ela não tem mais o ponto e praticamente vende toda a produção por encomenda, especialmente para festas. “Levo minhas empadas aonde vou. Sou comunicativa, gosto de vender e gosto do que faço”, diz, sempre sorrindo.

 

Encomendas todo dia

Com apenas 22 anos de idade, Fernanda leva uma vida corrida. Ela faz faculdade de Administração, faz estágio e faz personalizados para festas infantis. “Tenho encomendas todos os dias. A maior parte é de clientes que me encontram nas redes sociais. Até sobre divulgação, eu aprendi na Inclusão Produtiva”, conta.

Quando nasceram os filhos, Hugo e Helena, há três anos, Fernanda já criava topos de bolo de aniversário personalizados por encomenda, mas pagava pela impressão em gráficas. "Teve um mês em que ganhei R$ 70,00", conta.

Ela queria aumentar a produção, mas desanimava ao lembrar do custo com gráfica. "Há um ano e meio, por meio do PFC, adquiri as máquinas. Então, meu preço ficou melhor para as clientes e meu lucro aumentou”, conta.

Ela conta que fez parcerias com boleiras do bairro onde mora, Itararé, para divulgação. “Estou estudando Administração, porque a faculdade abre oportunidades. Mas já emprego meus conhecimentos na minha empresa, a Papelando Sonhos”.

 

Inclusão Produtiva

Quem tiver interesse em conhecer as atividades da Inclusão Produtiva voltadas para qualificação e empreendedorismo pode entrar em contato com as unidades abaixo:

Núcleo I - Rodovia Serafim Derenzi, 4455 (Escola da Vida), em São José. Tel: 3332-5976

Núcleo II- Rodovia Serafim Derenzi, 4684 (ao lado do CMEI “Georgina da Trindade Faria”), em São José. Tel: 3233-8211

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