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Violência

Aumento de casos de feminicídio repercute em sessão da Assembleia Legislativa

Novembro Azul, aulas presenciais na pandemia e conquista do voto feminino foram outros temas tratados pelos parlamentares nesta terça-feira

04/11/2020 23h37
Por: Redação ES 24 HORAS

O deputado Dr. Rafael Favatto (Patri) comentou sobre os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) sobre mulheres assassinadas no Espírito Santo. De acordo com o relatório, de janeiro a outubro deste ano 81 mulheres foram assassinadas no estado. Dessas, 18 (22%) foram vítimas de feminicídio. Em 73% dos casos os autores dos crimes foram os companheiros. “O aumento foi de 14,1%, se comparado ao mesmo período de 2019, sendo que a região Serrana é a mais preocupante, pois teve um aumento de 800% nos crimes contra as mulheres”, observou.

 

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“Volto nesse assunto porque precisamos alertar e nos unir contra essa violência que não para de crescer. Mesmo com a lei Maria da Penha, o feminicídio não para de aumentar. Até quando vamos ter que conviver com isso?”,  indagou. O deputado falou ainda sobre a importância de denunciar casos e deixou um recado para as mulheres que estavam assistindo à sessão: “se você sofre violência e está me vendo agora, eu entendo o seu medo. Mas é preciso deixá-lo de lado e ir em frente, encher o peito e ter orgulho de vocês e denunciarem a agressão sofrida”.

 

Novembro Azul

Já o deputado Doutor Hércules (MDB) utilizou seu tempo de fala para lembrar a importância do Novembro Azul, mês mundialmente dedicado à prevenção do câncer de próstata e à conscientização sobre os cuidados com a saúde do homem. “O objetivo é alertar as pessoas, especialmente os homens, sobre a prevenção e a importância do diagnóstico precoce da doença”, orientou.

De acordo com o parlamentar, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que o câncer de próstata representa quase 30% dos casos de câncer nos homens no Brasil. “Alguns sintomas que devemos ficar atentos são ardor ao urinar, jato fraco ou incontínuo, presença de sangue na urina ou no sêmen e impotência sexual. Não é uma doença hereditária, mas pode ser uma doença familiar - se seu pai teve, é preciso observar. O estilo de vida também deve ser considerado, assim como a obesidade”, alertou o presidente da Comissão de Saúde da Casa.

 

Aulas presenciais

De acordo com o deputado Sergio Majeski (PSB), há relatos de professores em várias escolas quanto ao afastamentos de pessoas por apresentarem sintomas da Covid-19. Majeski alertou sobre a falta de mecanismo de rastreamento de pessoas que possam ter tido contato com os pacientes supostamente contaminados com a doença. Tais casos, de acordo com o parlamentar, são referentes tanto ao interior quanto à Grande Vitória. “O único caso que sabemos é de uma escola em São Roque, que suspendeu as aulas. Antes do retorno das aulas, nós falamos sobre a necessidade de protocolos rígidos e assegurados nas escolas, mas, obviamente, não estão sendo obedecidos”, denunciou.

Porém, segundo o deputado Dary Pagung (PSB), líder do governo na Assembleia, tudo está sendo  monitorado por meio da plataforma Escola Segura, desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest), na qual constam informações passadas pelos diretores das escolas sobre possíveis casos. “A Sedu (Secretaria de Estado da Educação) e a Secretaria de Saúde estão acompanhando caso a caso, assim como a Vigilância Sanitária”,  informou. De acordo com Dary, os dados são de escolas públicas e privadas, da educação básica e do ensino superior. “O Estado decidiu pela volta às aulas, mas é para quem quer ir, e não de forma autoritária. Aproveito para informar que na Europa, em diversos países, foi decretado lockdown em vários locais, exceto nas escolas”, comentou.

 

Voto feminino

A data que marca o direito da mulher ao voto, comemorada em 3 de novembro, foi lembrada pela deputada Janete de Sá  (PMN), que ainda falou sobre a importância da participação feminina na política. “Apesar de as mulheres serem a maior parte da população, ainda são poucas com vontade e disposição de ingressar num desafio de fazer política de qualidade, pensando na equidade, nos que mais precisam de políticas públicas. É difícil trazer mulheres, mas é necessário, para que possamos fazer mais justiça social, termos uma sociedade mais fraterna e com mais igualdade”, clamou. 

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