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Dados sobre qualidade da água do rio Doce estão disponíveis na internet

Por meio da plataforma, qualquer pessoa pode ter acesso direto ao banco de dados sobre a qualidade e quantidade de água e sedimentos no rio Doce

12/11/2020 12h33
Por: Redação ES 24 HORAS

As informações geradas pelo Programa de Monitoramento Quali-quantitativo Sistemático de Água e Sedimento (PMQQS) do rio Doce passaram a contar com uma ferramenta mais transparente e acessível para sua divulgação: o Portal de Monitoramento do rio Doce. Por meio da plataforma, qualquer pessoa pode ter acesso direto ao banco de dados sobre a qualidade e quantidade de água e sedimentos no rio Doce, escolhendo as regiões e parâmetros que deseja visualizar.

A equipe da Coordenação Técnica de Enfrentamento da Crise Ambiental do Rio Doce (CTECAD) do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) trabalhou na criação do Portal junto da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e da Fundação Renova.

“Nossa equipe acompanhou todas as etapas de construção da ferramenta, contribuindo com informações técnicas e sugestões de melhorias dos layouts. O portal marca um momento importante na busca de dar transparência aos trabalhos e ao monitoramento realizados no âmbito da restauração ambiental do rio Doce”, destacou Gilberto Arpini, coordenador da CTECAD.

Esta é a primeira versão do Portal de Monitoramento, que reúne dados tanto do monitoramento convencional quanto do automático e, futuramente, contará com os dados das zonas costeira, estuários e as lagoas monitoradas pelo programa.

Atualmente, o site traz os resultados de qualidade de água e sedimentos em 39 pontos de monitoramento convencional localizados no rio Doce e afluentes para os seguintes parâmetros:

Água: oxigênio dissolvido, pH (acidez), turbidez, sólidos suspensos totais, ferro dissolvido, alumínio dissolvido, manganês total, arsênio total, cádmio total, chumbo total, Escherichia coli, níquel total, zinco total, cromo total e mercúrio total.

 

Sedimentos: ferro, alumínio, manganês, cádmio, chumbo e arsênio.

Já no monitoramento automático, são disponibilizados dados gerados pelas estações automáticas em 22 pontos de monitoramento localizados no rio Doce e afluentes para os seguintes parâmetros:

 

Quantitativo: nível da água e precipitação pluviométrica.

 

Qualitativo: oxigênio dissolvido, pH (acidez), condutividade elétrica, temperatura da água, turbidez, clorofila a e cianobactérias

Antes do lançamento do Portal, os dados do monitoramento eram divulgados por meio de relatórios. “Entretanto, esses documentos não estavam atendendo plenamente a comunicação do PMQQS, pois nem sempre estavam em linguagem clara, além de serem muito técnicos e extensos. O portal é acessível para os interessados com diferentes formações e necessidades de informação, com visualização de gráficos de qualidade das águas e dos sedimentos além da possibilidade de fazer o download de toda a base de dados do PMQQS”, explicou a servidora do Iema, Emília Brito, integrante da Câmara Técnica de Segurança Hídrica e Qualidade da Água.

A CTECAD do Iema faz parte do Grupo Técnico do Programa de Monitoramento Quali-quantitativo, Sistemático, Água e Sedimentos (GTA-PMQQS), que foi implementado em julho de 2017 com o objetivo principal de acompanhar e propor melhorias ao programa implementado pela Fundação Renova, que por sua vez, tem o objetivo de acompanhar, ao longo do tempo, a recuperação da bacia hidrográfica do rio Doce e zona costeira e estuarinas adjacentes.

Este programa faz parte das ações de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em Minas Gerais, ocorrido em 05 de novembro de 2015.

 

Acesse o portal em: www.monitoramentoriodoce.org

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